História da Língua Portuguesa: evolução e fatores influenciadores

Documento da Universidade de Coimbra sobre História da Língua Portuguesa. O Pdf explora a evolução da língua, abordando substratos pré-romanos, invasão árabe e Reconquista, com mapas ilustrativos. É um Pdf de Línguas de nível universitário.

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História da Língua Portuguesa apuntamentos
História da Língua Portuguesa (Universidade de Coimbra)
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História da Língua Portuguesa

História da Língua Portuguesa apuntamentos História da Língua Portuguesa (Universidade de Coimbra) Scansiona per aprire su Studocu Studocu non è sponsorizzato o supportato da nessuna università ou ateneo. Scaricato da Alessia Barbieri (alebarbieri1973@gmail.com)Mudança linguística - as línguas mudam por causa dos fatores externos e internos

Mudança Linguística e Periodização

  • Fenómenos fonéticos
  • Fenómenos morfológicos
  • Fenómenos sintáticos
  • Fenómenos semânticos

Sociolinguística - é uma disciplina da linguística que estuda os aspetos resultantes da relação entre a língua e a sociedade, concentrando-se em especial na variabilidade social da língua.

Substratos Pré-Romanos

Na linguística, um estrato ou estratos (do latim stratum, significando camada) é uma língua que influencia ou é influenciada por outra através de contacto.

  • Substrato (a camada inferior) é o termo importado da geologia, uma língua que tem menor poder ou influência do que outra
  • Superstrato (a camada que fica por cima) - é uma língua que tem maior presença ou influência
  • Adstrato (a camada que fica ao lado) - língua falada numa região que influencia a língua duma região geograficamente afastada ex. O castelhano (como língua de adstrato no Uruguay, influência o português falado na região da fronteira com o Brasil, no Rio Grande do Sul

As fontes que atestam hoje as possíveis influências de substrato no latim da Península Ibérica, ainda que muito escassas (rzadkie), são diversificadas (urozmaicone):

  • Inscrições (zapisy, rejestracje)
  • Topónimos (nomes dos lugares)
  • Antropónimos (nomes das pessoas, sobrenomes)

Ø Vestígios arqueológicos (pozostałości archeologiczne) Notícias históricas This document is available free of charge on studocu Scaricato da Alessia Barbieri (alebarbieri1973@gmail.com)As influências identificadas a partir deste tipo de fontes são visíveis essencialmente no léxico comum.

Área Céltica e Área de Língua Ibérica

(influenciam o Latim falado na Hispânia) Franjas litorais no Oriente e Sul da + Hispânia (influência superficial sobre o Latim) I Áreas étnicas e linguísticas na Hispânia pré-romana

Línguas Pré-Romanas da Península Ibérica

VASCONES CELTAS CELTIBEROS IBEROS POVO INDOEUROFEIO POVOS NOM INDOEUROFEIOS Scaricato da Alessia Barbieri (alebarbieri1973@gmail.com)IBEROS:

  • Língua de fixação remotíssima na Península (cerca de 3000 a.c). Fixaram-se no sudeste da Península, junto à margens do rio Iber (hoje Ebro). Esta área de língua ibérica iria influenciar o latim fixado na Hispânia, sobretudo na zona da língua espanhola.

Léxico Ibérico

  • A nível lexical, as palavras que nos restam desse substrato são, sobretudo, de origem material, referem-se à natureza
  • Coelho - além de existir nas línguas ibero-românicas (português, espanhol, catalão), a palavra existe noutros pontos da România (provençal, italiano). Cuniculum - SENTIDO PRIMÁRIO
  • Minius > Minho, arrugia, chaparro

Fonologia Ibérica

  • Na fonologia diacrónica do espanhol há algumas particularidades que podem atribuir- se ao substrato ibérico:
  • O resultado da fricativa lábio-dental surda latina F separa o português do espanhol
  • FILIU > FILHO vs HIJO; FARINA > FARINHA vs HARINA; FILU > FIO vs HILO
  • Em espanhol o H e apenas um grafema mudo, não tem qualquer valor fonético. No antigo dialecto castelhano, o F inicial passou a fricativa aspirada surda. Depois passou a 0 fónico ( ø )(Perda do valor fonético dessa aspirada).
  • Este fenómeno de Fonologia Histórica do Espanhol, atribuído a substrato ibérico, permite estabelecer contraste entre a fonologia do Português e Espanhol

Outros Povos na Península Ibérica

Outros povos (Fenícios, Gregos., Cartagineses):

  • Os Fenícios e os Gregos limitaram-se a praticar comércio com os povos da Península, sobretudo os Iberos (metais preciosos). Este contato permitiu aos povos da Península conhecer o alfabeto fenício
  • Cartagineses - estabeleceram-se em algumas povoações do litoral. Fundaram entrepostos comerciais, destruindo feitorias gregas no Oriente e no Sul da Península Ibérica.

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Fenícios (Século XII A.C.)

  • Aproveitaram as riquezas minerais e piscatórias. 8 séculos de influência.
  • Ocuparam as costas orientais e meridionais, incluindo o território que viria a constituir a província do Algarve.
  • Málaka (feitoria, entreposto comercial) >>>>> Málaga
  • Hispânia, relação com a raíz fenícia span (terra escondida, remota), significação que se adapta à situação da Península Ibérica, no extremo ocidental da Europa. Designação que foi adotada pelos romanos para designar esta região do Império Romano.

TIERRA HOSPITALARIA ANDALUCIA Peñarroya Pueblo Nuevo Linares Ubeds · Andujar Cazorla JAEN Minas de Rio tinto Lora del Rio "Medina Azahara Corta Atalaya Ecija Huércal- Overa · HUELVA Osuna GRANADA Moguer Colo de Bonana ·Morón de la Frontera Santaté NOTA HOL ITWOOD Tabernas · Mazagoriº Matalascañas Antequera Frigiliana Orgiva Aguadulpy Las Negras Sanlúcar de Barrameda Arcos Adrie · San José Cabo de Gata Chipiona Jerez de la Frontera Torre Nera del MerM Almerimar Roquetas de Mar Rota El Puerto de Santa María Mija's Torremolinos CADIZ Madre Sidonily Marbella Fuengirola Estepona Chickena Myjer de la Sancti-Peti@ @Frontera La Línea Coril de la frontera Gibraltar * Apedras Barbate Zahora de los Atimes Ceuta GREGOS (SÉC. VII A.C.):

  • A penetração para o interior não foi intensiva, limitou-se ao litoral, pois os objetivos eram as trocas comerciais.
  • FUNDAÇÃO DE ENTREPOSTOS DE TIPO COMERCIAL (Zakładanie magazynów handlowych). Alguns desapareceram, outros sobrevivem em topónimos atuais dessa zona do território espanhol.
  • LUCENTUM (Alicante), EMPORION (Ampurias) - hoje em ruínas, vestígios arqueológicos gregos na Espanha

Scaricato da Alessia Barbieri (alebarbieri1973@gmail.com) Garrucha Mojacar Cristin Sierra Loja Nevada ALMERIA Carboneras Torrax, La Herradura Rondbe MALAGA Torrenueva ERIA San Fernando CO Los Canos de Moc COSTA DEL SOL Benalmádena COSTA TROPICAL COSTA DE LA LUZ Utrera Guadix Vera Ayamonte SEVILLA Bara Aracena CORDOBACARTAGINENSES (SÈC: VIII A.C.)

  • Cartagena - Nova Cartago

Yecla CASTILLA LA MANCHA Fuente del Pino VALENCIA REGION Jumilla Casas del- Puerto Alicante Cieza Sierra de la Pila Abanilla Calasparra Caravaca de la Cruz Blanca® Barranda Molina de Segura El Moral MURCIA .Pliego Torrevieja Murcia La Paca El Berro Parque Regional de Carrasco Zarcilla" de Ramos Alhama "de Murcia y El Valle Los Cautivos* Los Alcázares Lorca La Manga del · Mar Menor ANDALUCIA Puerto Lumbreras Cabo Cope y Puntas de Calnergre Costa Calida Golfo de Mazarrón 20km CELTAS:

  • A língua portuguesa é descendente da língua dos Celtas
  • VI-VII séc. a.c. - fixação celta na Península. Primeiro na Andaluzia, depois no território que viria a constituir Portugal, depois no noroeste (Galiza) e na zona central da Hispânia
  • As línguas célticas estavam muito difundidas na Europa antes da fixação da língua latina, que as submergiu. Hoje: bretão, escocês, gaélico, irlandês (línguas monoritárias)

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Celticismos Lexicais

  • Tona (port. e galego) - "casca"
  • Elementos lexicais de origem celta, abrangendo varios campos semanticos (provenientes da língua céltica da Gália) - BRACAE (bragas) - calças compridas e amplas - CALCEAS (calças) vestuário - Mandar alguém para "debaixo de bragas" - Do gaulês, através do Latim Cervisia "bebida típica dos gauleses" bebidas - Cerveja (port.), Cerveza (esp.), Cervesa (cat.), Birra (it.) - carrus (carro de 4 rodas) substituiu o carro romano De 2 rodas (PLAUSTRUM). De plaustrum não temos Vestígios. Os Romanos eram sedentários, não tinham necessidade de grandes carros de 4 rodas. Os Celtas da Gália eram agricultores. PLAUSTRUM começou a ser incompreendida no Império Romano e é explicada através da palavra carrum, que já aparece num glossário do século VIII. meios de transporte - CAMMINUM (caminho, chemin fr.) - LEUCA (légua)

Celtismos Morfológicos

Celtismos de carácter morfológico (sufixo, prefixo de origem pré-romana céltica) -BRIGA, -BRICA

  • Relacionada com a palavra cétlica BERG (monte, local elevado). ICEBERG (montanha de gelo)
  • CONÍMBRIGA - aglomerado do período céltico, que mantém a antiga designação.
  • MIRÓBRIGA - ruínas de Miróbriga
  • CETOBRIGA - povoação de origem celta, romanizada e implantada hoje em Setúbal
  • LACÓBRIGA - antiga povoação de origem celta, antecessora de Lagos

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Celtismos Fonéticos

  • Sonorização das consoantes surdas intervocalicas
  • Dá-se um enfraquecimento articulatório (vibração das cordas vocais, em contexto intervocálico)
  • Afecta as línguas da chamada "România Ocidental" (Hispânia, Gália)
  • Pode ser testemunha nas grafias de inscrições do período celta
  • Não diferenciação entre surdas e sonoras. A mesma palavra aparece indiferentemente grafada com surda ou sonora (nas inscrições do período celta): Ambatus, Ambadus; Doitena, Doidena; - briga, -brica - NOROESTE PENINSULAR
  • A flutuação atingiu mesmo palavras de origem latina, já em inscrições do período romano: · Imudauit em vez de immutauit · Perpeduo em vez de perpetuo · Aucustinus em vez de Augustinus
  • Verifica-se coincidência entre a área de ocupação céltica e as áreas deste fenómeno atualmente
  • Evolução do grupo latino -KT-
  • Em quase todas as línguas românicas que tinham sido ocupadas pelos celtas verifica- se um dos 2 tratamentos seguintes: · 1º -KT- >> -jT- (vocalizou-se a consoante velar K : NOCTE- > noite · 2º -KT- >> -tf- (transforma-se em africada pré-palatal: NOCTE- > noche) · FACTU: feito vs hecho . Os dois tratamentos têm relação. Não são tratamentos divergentes (rozbieżne). A evolução do fenómeno deve reconstruir-se deste modo: - KT- · Enfraquecimento articulatório da 1ª consante: de oclusiva transformou-se em fricativa velar surda: /d/. Transformada em fricativa, é mais fácil a sua passagem a semivogal: KT- > /d/ > /-jt-/. · O Português, o Galego (línguas aparentadas) são línguas que ocupam, no conjunto das línguas românicas, uma posição muito especial: são particularmente conservadoras, revelam uma etapa mais antiga na evolução deste grupo consonântico · O primitivo castelhano e a atual língua espanhola (comparado com o Português e o galego) é mais progressivo, mais avançado na evolução linguística, por isso ultrapassa esta fase através de outro fenómeno: a semivogal palatal envolve a consoante seguinte num processo de palatalização: o resultado é uma africada prepalatal [t]] · As línguas da românia oriental apresentam outro tratamentos, notte (it.) é consoante geminada, noapte (romeno) tratamento diferente, não com vocalização (NOCTE: CT > PT > NOAPTE )

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